ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

16-10-2011

Sinal verde no mercado

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Responsáveis por reduzir o impacto das atividades poluidoras, profissionais dessa área têm encontrado cada vez mais oportunidades de trabalho

João Victor Magalhães é sócio de uma empresa de consultoria. ''As chances são boas e a demanda é grande'', avisa

O desenvolvimento sustentável é uma das grandes preocupações da atualidade, movendo profissionais de diferentes áreas. Uma delas é a engenharia ambiental, responsável por minimizar o impacto de atividades poluidoras sobre o meio ambiente e preservar a qualidade da água, do ar e do solo.

Com apenas dois cursos universitários em Brasília e, até agora, menos de 500 engenheiros ambientais formados na cidade, as chances de emprego para a profissão na capital são vastas.

De acordo com Célia Farias, presidente da Associação dos Profissionais de Engenharia Ambiental do Distrito Federal (Aspea/DF), o mercado de consultoria e auditoria é a principal opção no setor privado. “O aumento da consciência de conservação e preservação da natureza e o a ampliação das restrições legais para empresas potencialmente poluidoras têm criado oportunidades de trabalho para os engenheiros ambientais”, observa.

João Victor Magalhães, 30 anos, é sócio-fundador de uma empresa de consultoria e assessoria ambiental e corrobora as palavras de Célia. “As chances são boas, a demanda é grande e falta mão de obra qualificada”, observa. Formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB), João Victor atenta para o preparo na faculdade. “Um estágio bem feito é fundamental. Eu sempre estagiei, desde o segundo semestre, passei pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), pela Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília) e por uma empresa de consultoria até abrir a minha. Desde então, procuro profissionais que tenham estagiado bem, pois não tenho tempo para ficar ensinando”, relata.

Para os que querem trabalhar no serviço público, as oportunidades existem em diversos órgãos. “Há espaço para engenheiros ambientais no Ibram, na Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal), na Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), na Petrobras (Petróleo Brasileiro S/A) e na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba)”, enumera Célia. Há, ainda, chances para quem pretende trabalhar viajando pelo país, em empresas que contratam profissionais para elaborar projetos ambientais na execução de obras do Governo Federal fora da cidade, nos setores de construção de hidrelétricas, pavimentação de rodovias e mineração.

A formação do engenheiro ambiental é multidisciplinar. Durante a graduação, o estudante tem aulas das áreas de exatas, biológicas e sociais aplicadas. Nos últimos anos de curso, passa por estágio obrigatório e cursa matérias destinadas a atividades profissionais, como tratamento de resíduos, cálculo de emissões de lixo na atmosfera e avaliação de impactos ambientais. Isso o habilita para atuar nos principais ramos da profissão: gestão de projetos e produção de tecnologias na área de meio ambiente. “É por meio da tecnologia que a humanidade busca amenizar os impactos de sua interferência na natureza. Nesse sentido, a engenharia ambiental visa integrar o homem à natureza”, define Marcus Vinícius Souza, presidente da Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais (Aneam).

Muitos se equivocam na hora de distinguir o engenheiro ambiental do florestal. Apesar de terem nomes parecidos, as funções são distintas. O segundo age no manejo de florestas, para conservá-las e recuperá-las. Ambas as profissões são regulamentadas pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea).

Onde estudar

Universidade Católica de Brasília (UCB)

Cinco anos

Matutino

(61) 3356-9206/9412

50 vagas por semestre

www.ucb.br

Universidade de Brasília (UnB)

Quatro anos

Matutino e vespertino

(61) 3107-5531/5532/5533

40 vagas por semestre

www.unb.br

Atuação

  • Estudos de impacto ambiental: analisa a destruição que uma atividade industrial causará na área delimitada e define a viabilidade do projeto.
  • Controle da poluição no meio ambiente: monitora o tratamento de água, de resíduos sólidos e da emissão de gases no ar.
  • Planejamento ambiental do território: desenvolve relatórios sobre as condições ambientais e planos para uso dos recursos naturais.
  • Sistemas urbanos de engenharia sanitária: atua na operação de sistemas de abastecimento de água e esgoto e na destinação final e/ou reciclagem dos lixos doméstico e industrial.
  • Tecnologias ambientais: desenvolve ferramentas menos prejudiciais à natureza a serem utilizadas em projetos industriais, urbanos e rurais.

Fonte: Correio Brasiliense

Última modificação em Segunda, 17 Outubro 2011 17:12

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