ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

05-06-2014

ENTREVISTA COM ENG. RODRIGO DE MATOS OLIVEIRA Destaque

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O assunto agora é Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Para falar sobre este tema, convidamos o Engenheiro Ambiental e Sanitarista Rodrigo de Matos Oliveira, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Não deixe de conferir!

  

 Engº Rodrigo de Matos Oliveira

 

Graduado em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade de Taubaté (2004) e Doutorado (Direto) em Engenharia e Tecnologia Espaciais - Área de concentração em Ciência e Tecnologia de Materiais e Sensores, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2010). Atualmente realiza o Pós-Doutorado no Laboratório Associado de Sensores e Materiais, que integra o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São José dos Campos, SP. Tem experiência nas áreas de Engenharia Ambiental e Engenharia de Materiais, com ênfase em cerâmicas avançadas, atuando principalmente nos seguintes temas: cerâmicas porosas; sensores e sistemas sensores; monitoramento de parâmetros ambientais (umidade relativa do ar e conteúdo de água em solos) e áreas de risco. 

 

Link para o Curriculo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2013531906734730

 

 

 

ANEAM - Muito prazer, Eng. Rodrigo poderia nos dizer mais sobre o seu campo de pesquisa, seu ramo de atuação e abrangência no mercado? 



Rodrigo - Olá! É um grande prazer participar dessa entrevista para a ANEAM, principalmente pela importância dessa semana do meio ambiente. Eu sou formado em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade de Taubaté (UNITAU), e obtive meu doutorado em engenharia e tecnologia de sensores e materiais, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - São José dos Campos, SP. Atualmente, estou fazendo pós-doutorado em sensores e sistemas sensores de umidade do ar e do solo, no mesmo instituto de pesquisa. O nosso objetivo é desenvolver dispositivos sensores de cerâmicas porosas capazes de detectar a umidade no ambiente (ar e solo). Em relação a abrangência no mercado, ainda é bastante restrita, pois dependemos de aprovações de projetos através de órgãos de fomento. No entanto, após a pesquisa e o desenvolvimento dos dispositivos sensores, patenteá-los poderá ser um caminho interessante. 

 

 

ANEAM - Você conhece outros Engenheiros Ambientais que atuam na área da pesquisa e desenvolvimento?

 

Rodrigo - Quando eu iniciei a minha caminhada acadêmica, em 2001, fazendo iniciação científica no INPE, o número de engenheiros ambientais na área da pesquisa era bastante reduzido. Acredito eu que, nos próximos anos, esse número venha a aumentar consideravelmente, pois o número de mestrandos e doutorandos, com formação em engenharia ambiental, está cada vez maior nas universidades e institutos de todo o país, inclusive em outros países.

 

 

ANEAM - Quais as oportunidades de intercâmbio dentro do Centro de Pesquisa onde você atua?  Você já teve alguma experiência fora?

 

Rodrigo - Atualmente, o governo federal está incentivando bastante o intercâmbio acadêmico, através do Programa Ciência Sem Fronteiras. Sim, eu já apresentei um trabalho em um congresso em Victoria, no Canadá. No entanto, eu ainda tenho planos de realizar outro pós-doutorado no exterior, quem sabe na Austrália, na área de materiais cerâmicos para aplicações ambientais. 

 

 

ANEAM - Quais as contribuições do Laboratório Associado de Sensores e Materiais - LAS para a Engenharia Ambiental no Brasil?

 

Rodrigo - Entre as principais contribuições do Grupo de Pesquisa em Micro e Nanotecnologias Espaciais e Ambientais (TECAMB), ao qual faço parte no LAS-INPE, para a Engenharia Ambiental no Brasil, destaca-se o desenvolvimento de dispositivos sensores de cerâmicas para serem aplicados no monitoramento do conteúdo de água em solos com risco de deslizamentos e na detecção da umidade relativa em Florestas Tropicais.

 

 

ANEAM - Qual é o diferencial de um Engenheiro Ambiental pesquisador, em sua opinião?

 

Rodrigo - A pesquisa na área da engenharia ambiental é importante, pois dará subsídios técnicos para o profissional que atua mais diretamente no mercado. Porém, ambos se complementam.

 

 

ANEAM - O que você acha que é necessário para que a Engenharia Ambiental se consolide no mercado, levando em conta que se trata de um curso novo? 



Rodrigo - Em primeiro lugar, a união dos profissionais da área de Engenharia Ambiental é de extrema importância para a consolidação no mercado. Para isso, a ANEAM está fazendo um excelente trabalho. Em seguida, trabalhar duro e com motivação, procurando sempre se atualizar e aprender mais.

 

 

ANEAM - Para finalizar, qual recado você gostaria de deixar aos graduandos de Engenharia Ambiental e vestibulandos que pretendem cursar Engenharia Ambiental?

 

Rodrigo - Apesar de todas as conquistas ao longo da última década, a Engenharia Ambiental ainda é considerada uma área em ascensão, portanto há muito caminho a ser percorrido e muito espaço a ser preenchido. Tanto na área acadêmica, como na indústria e na prestação de serviços, existe muito trabalho a ser feito, inclusive novas linhas de pesquisa estão surgindo. Dessa forma, para quem tem interesse em cursar Engenharia Ambiental, arregace as mangas e trabalhe duro.

 

 

A ANEAM agradece a participação do Engenheiro Ambiental Rodrigo Matos Oliveira. Certamente está auxiliando na valorização e reconhecimento da nossa profissão disponibilizando essas informações! Aguarde, em breve teremos novas entrevistas!

 

 

DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO - ANEAM



Última modificação em Sexta, 06 Junho 2014 18:52

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