ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

26-04-2012

Mercado do estado da Paraíba apresenta demanda crescente por Engenheiros ambientais

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A preocupação com o meio ambiente nunca foi tão latente quanto agora e as empresas cada vez mais estão buscando o selo de responsabilidade ambiental.

Diante deste quadro, a demanda por profissionais da engenharia ambiental vem crescendo a cada dia e projeções apontam que, até 2020, haverá um aumento de 59% nas perspectivas de contratação em profissões relacionadas ao Meio Ambiente. Dentre as nove profissões que terão mais vagas em oito anos, Engenharia Ambiental alcançou a oitava posição.

As estimativas são de pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Para o estudo, a Firjan contou com a participação de 402 empresas, que juntas empregam 2,2 milhões de brasileiros. O curso de engenharia ambiental é relativamente novo no Brasil. O primeiro curso do País foi criado em 1992, na Universidade Federal do Tocantins, e chegou à Paraíba somente em 2005, através da Faculdade Unida da Paraíba (UNPB), na qual quatro turmas já se formaram.

O salário de um engenheiro ambiental recém-formado equivale ao piso da categoria estabelecido pela lei 4950-A de 1966, que definiu o valor de seis salários mínimos para seis horas diárias de trabalho, que corresponde atualmente a R$3.732, ou oito salários mínimos e meio, para uma carga horária de oitos horas de trabalho, que equivale a R$5.287 se tomarmos como base o valor do salário mínimo deste ano. Entretanto, um profissional com experiência pode ganhar até R$20 mil reais. O assessor técnico institucional do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), Corjesu Paiva, afirmou que o salário vai depender da experiência do profissional.

Hoje em dia, o salário é questão de mercado. Quem diz quanto ganha é o conhecimento do profissional. Existe a lei 4950-A, que dispõe do piso para o profissional de engenharia e arquitetura. O que acontece é que hoje tem profissionais recém-formados que aceitam trabalhar por três salários mínimos, mas tem profissionais que já tem um pouco mais de experiência que se oferece R$10 mil e ele não quer. Então, quem vai ditar a faixa salarial é o conhecimento”, afirmou.

O curso de engenharia ambiental tem duração de cinco anos e é caracterizado pela abrangência de conteúdos vistos pelo aluno, que vai das disciplinas exatas e das engenharias, como cálculo e física, até a sociologia, ciências biológicas e da natureza. Segundo o coordenador do curso na UNPB, Giuseppe Vasconcelos, o objetivo é formar profissionais que tenham visão ampla sobre o uso sustentável dos recursos naturais.

O engenheiro ambiental desenvolve trabalhos relacionados ao saneamento, acesso e mobilidade, poluição sonora, visual e por antenas, recuperação de ambientes degradados, entre outros.

Fonte: Correio Brasiliense

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