ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

22-07-2012

Brasil em Obras Garante Mercado para Engenheiro

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À medida que o Brasil se transforma em um “canteiro de obras”, o engenheiro especializado em sustentabilidade e meio ambiente  ganha relevância no mercado, principalmente com os impactos da Política Nacional de Resíduos Sólidos no setor privado.

Esse  profissional precisa avaliar a qualidade do solo, mensurar possíveis riscos ambientais e criar processos para a destinação adequada dos produtos.

Em alguns setores, o papel deste profissional é ainda mais relevante, como é o caso da atuação em indústrias de mineração, energia, óleo e gás. Isso ocorre por causa do risco de impacto ambiental ser maior devido às especificidades dos locais de atuação. “Cinco anos de experiência em projetos dessa natureza já garantem um salário de até R$ 9 mil”, explica Roberto Coltro, gerente da expertise Enginnering em São Paulo.

De acordo com Coltro, hoje as empresas contam com o gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) para lidar com essas questões. “O engenheiro responsável por essa área normalmente tem foco em segurança no trabalho. Mas as empresas devem começar a contratar profissionais com conhecimento específico em meio ambiente e sustentabilidade para responder ao gerente de SSMA”, aponta o executivo.

Se antes a carreira pública era o caminho mais provável para esse profissional, hoje há oportunidades também no setor privado. De acordo com a Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais (ANEAM), até 2018 o setor terá um aumento de 31% na quantidade de posições abertas. Com o aumento da preocupação em sustentabilidade, o curso de engenharia ambiental tornou-se muito procurado.
Dados da Unesp – Sorocaba mostram que a média de concorrência no vestibular é de 20 candidatos por vaga. Em recente entrevista à Folha de S.Paulo, o coordenador do curso de engenharia ambiental da Unesp-Sorocaba, Wagner Lourenço diz que mais da metade da turma conclui o curso já atuando na área.
Para aproveitar as oportunidades crescentes do mercado, é preciso mais do que uma formação de primeira linha - a experiência de campo aparece como fator determinante no processo de seleção desses profissionais. “É por essa razão que o investimento das empresas em programas de trainees e estágios cresce exponencialmente”, afirma Thiago Sebben, líder das expertises Logistics, Procurement e Engineering em Curitiba.
Nesse contexto, o profissional de engenharia com conhecimento em meio ambiente e sustentabilidade tem um grande desafio pela frente. Desde 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem exigido do setor privado a responsabilidade pelo ciclo da vida dos produtos. Apesar disso, poucas empresas estão atentas à
norma e pouco se fez para atender às datas limites definidas pela legislação.
“A multa administrativa pode chegar até a R$ 50 milhões, caso haja o descumprimento do disposto na PNRS. Muitas empresas estão buscando o auxílio das consultorias para implementar processos que garantam uma nova cultura na destinação dos resíduos”, alerta Alexandre Marciano, sócio da Cosin Consulting.
Nesse contexto, o profissional de engenharia precisa ter uma visão total da cadeia para identificar quais as parcerias que ele pode fazer para amenizar o impacto ambiental e dar a destinação adequada ao produto.  “Essa relação com fornecedores parceiros será importante para a criação de emprego e renda”, acrescenta Thiago Sebben.
O engenheiro também pode criar condições para utilizar os resíduos orgânicos na produção, por exemplo, de energia, como é comum na Alemanha. O Brasil possui um forte potencial, contudo, será preciso selecionar as melhores tecnologias para adaptar à realidade do País.
Acesse a edição completa do Hays Journal pelo arquivo em anexo.
Fonte: Hays Journal
Última modificação em Domingo, 22 Julho 2012 13:29

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