ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

11-12-2015

ENGENHEIRO AMBIENTAL CONCEDE ENTREVISTA SOBRE BARRAGENS DO SÓTER NÃO FUNCIONAM NA VIA PARQUE

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As quatro barragens do córrego Sóter, ao longo da avenida Via Parque, não cumprem o papel de reter a água da chuva que extrapola as margens e vira inundação.

 

 

“O que acontece, as barragens têm passagem pelo fundo. Precisa de um dispositivo hidráulico que segure, diminua a quantidade de água. Essas passagens estão grandes demais. Na hora da chuva, as quatro barragens ao longo do Sóter não retêm a água. Isso acontece dedes a inauguração”, afirma um engenheiro ambiental ouvido pelo Campo Grande News.

 

De acordo com o especialista, a instalação do dispositivo ficou para ser feita depois, mas a obra não foi concretizada. “Não é um erro de projeto. Não foi feita a conclusão da obra. E hoje a barragem não cumpre o papel dela”, diz o engenheiro.

 

Ou seja, parte do cenário do entorno do Parque das Nações alagado é devido ao problemas das barragens no Sóter. Na outra metade do problema está outra obra inconclusa. Com a passagem do asfalto no bairro Mata do Jacinto aumentou a impermeabilização do solo. O antídoto seria drenagem e uma bacia de contenção próximo a um pesqueiro da avenida Hiroshima. Porém, o “piscinão” para reduzir a velocidade da água, obra da prefeitura, não ficou pronto.

 

Conforme o gerente do setor de Unidades de Conservação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Leonardo Tostes, a bacia deveria conter a areia e o volume de água, mas, por enquanto, só a água pluvial foi canalizada para o córrego Réveillon, que deságua no Prosa, que forma os lagos do Parque das Nações.

 

“Era para ter terminado até o início deste ano. [O governo] encaminhou um pedido de informações, e a prefeitura pediu mais um ano”, salienta Tostes.

 

As obras para reduzir o impacto da impermeabilização do solo foram definidas em acordo com o MPE (Ministério Público do Estado), que já foi informado sobre a situação. Sem piscinão, o segundo lago do Parque das Nações, de menor proporção, foi tomado pela areia e terá que passar por limpeza.

 

Conforme Tostes, o custo do desassoreamento, para que o local volte a ter ponto de quatro metros de profundidade é de R$ 800 mil. Ele afirma que os dois lagos foram limpos no início de 2014. O serviço teria que ser feito há cada três anos. Mas nos caso do segundo lago, durou metade do período.

 

“Vale a pena gastar mais R$ 800 mil? Considerando que a prefeitura não terminou a obra dela”, questiona o gerente.

 

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a obra tem ritmo lento devido a aumento do índice pluviométrico e readequação do projeto. Ainda conforme a administração municipal, a obra do Complexo Mata do Jacinto, no valor de R$ 35.507.942,43, teve execução de 49,91% .

 

No sábado, a chuva foi de 101 mm (milímetros) na região Norte. Na Via Parque, a precipitação foi de 49 mm.

 

No córrego Segredo, às margens da avenida Ernesto Geisel, outro roteiro comum dos alagamentos, o engenheiro ambiental também aponta problemas. “Foi inaugurado com as bacias de contenção assoreadas. O local para ocupar água da chuva foi ocupado por areia. Sempre ocorre essas inundações”, diz o engenheiro ambiental. O córrego tem duas barragens.

 

Alerta – No ano no passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou à prefeitura de Campo Grande que fiscalizasse a qualidade das barragens construídas no Sóter. Inicialmente, a obra, realizada para conter enchentes na região do Shopping Campo Grande, seria de competência da Caixa Econômica Federal. O banco comprovou que só liberou os recursos e a qualidade deveria ser fiscalizada pelo município.

 

Fonte: Campo Grande News

 

 

 

 

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