ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

22-01-2016

ENGENHEIRO AMBIENTAL CONCEDE ENTREVISTA SOBRE DESTINAÇÃO DO VIDRO EM CAMPO GRANDE

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Em um momento em que o Brasil inteiro tem ouvido apelos pra eliminar focos de mosquito Aedes aegypti, montanhas de garrafas estão expostas ao tempo em Campo Grande. Os vizinhos estão preocupados com as milhares de garrafas de vidro acumuladas no terreno. Em tempos de infestação do Aedes aegypti, a área virou um verdadeiro condomínio para o mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e do zika vírus. “Pelos cantos da casa, você vê o mosquito saindo. Mas tem muito, mas é muito”, diz o aposentado Vandes Gonçalves.

 

 

São vasilhames descartados nas casas noturnas do empresário Paulo Mello. Os modelos menores, tipo long neck, e as garrafas de bebidas destiladas não são trocadas e vão pro lixo. Segundo ele, lá tem dez toneladas. “Eu estou tentando achar a solução. Eu não consegui achar, em Campo Grande, quem aceite, nem de graça, nem eu levando para eles e muito menos vendendo”, afirma o empresário Paulo Mello.

 

Já faz dois anos que o vidro descartado em Campo Grande não tem destino. Como a cidade não tem usina de reciclagem, todo o material era enviado para São Paulo. Mas a alta no custo do frete tornou inviável a atividade. O empresário, dono de um depósito, diz que um carregamento que vale R$ 5 mil chega a custar R$ 8 mil para ser transportado.

 

“Hoje o frete é mais caro do que o produto que chega a São Paulo. Se nós tirarmos essas mercadorias daqui, essas 500 toneladas que eu tenho, são 500 toneladas que deixou de ir para o lixão”, comenta o empresário de reciclagem Gilberto Sanchez. Mas o destino tem sido esse mesmo. A maioria do vidro recolhido na cidade acaba indo parar no aterro sanitário e é enterrada. Uma cooperativa, que recebe o material da coleta seletiva, todos os dias chegam seis toneladas de vidro. Só que menos de 300 quilos são vendidos. O resto vai se acumulando.

 

Um desafio para a saúde pública e para o meio ambiente também. “Em vez de estar buscando matéria prima nova na natureza eu poderia estar utilizando o vidro como matéria-prima”, diz o engenheiro ambiental Antônio Sampaio. A Prefeitura de Campo Grande informou que está preparando um plano de coleta seletiva e que estuda formas de atrair usinas de reciclagem de vidro para a cidade. Mas ressaltou que a empresa que produz materiais que vão virar lixo é a responsável pela destinação adequada do material.

 

Para assistir a entrevista, clique AQUI

Fonte: G1

 

 

 

Última modificação em Domingo, 24 Janeiro 2016 12:46

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