ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

22-01-2016

ENGENHEIRO AMBIENTAL FALA SOBRE ESTUDO EM VALINHOS INDICA QUE 82% DAS NASCENTES SECARAM EM 15 ANOS

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Um mapeamento prévio recebido pelo Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (Daev) indica que 82% das nascentes do município secaram, ao comparar dados atuais e registros feitos há 15 anos pelo Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC) de São Paulo. Entre os 203 pontos visitados por engenheiros de uma consultoria ambiental, 168 deles não têm água.

 

 

A previsão, segundo o departamento, é de que outros 413 pontos de nascentes identificados na cidade pelo instituto sejam visitados até janeiro de 2016 para elaboração de um relatório técnico. "É de assustar sim, com certeza", lamentou o engenheiro ambiental Gabriel Silva de Almeida.

 

'Diagnóstico'

Com base nas verificações, os engenheiros devem traçar um plano para tentar recuperar cada uma das nascentes de Valinhos que foram afetadas no intervalo considerado, considerando-se, entre outros dados, topografia, qualidade da água eventualmente encontrada e a vazão dela.

 

Durante visita a uma propriedade da Prefeitura no bairro Ponte Alta, por exemplo, Gabriel Almeida constatou que, no período de um mês, houve redução da quantidade de água que brota no local.

 

"Na realidade seria interessante a gente fazer uma segunda visita ao local, em época que esteja chovendo, para que a gente possa identificar se realmente se é uma nascente, está brotando, se compensa refazer o plantio de mudas nativas para recuperação", explicou o engenheiro.

 

O que será feito?

Após conclusão dos relatórios, as ações devem ser conduzidas pelo Executivo.

 

"Nós sabemos que a responsabilidade de recuperação do manancial é do proprietário onde ela se encontra, contudo, a Prefeitura entende casos em que as pessoas têm dificuldades financeiras até para criar plano de recuperação", diz o diretor de planejamento do Daev, Eduardo Botura.

 

A cidade mantém racionamento de água desde fevereiro do ano passado. Segundo o diretor, a sequência dos trabalhos deve proporcionar maior segurança hídrica ao município. "Nós temos no mínimo que lutar pela manutenção dessa água que passa aos mananciais", falou.

 

A expectativa de Almeida é de que resultados comecem a ser observados em cinco anos. "As pessoas vão começar a ver o resultado a longo prazo. Estimar de três a cinco anos", frisou.

 

Para assistir a entrevista, clique AQUI

 

Fonte: G1

 

 

 

Última modificação em Domingo, 24 Janeiro 2016 12:39

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