ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

22-01-2016

ENGENHEIRO AMBIENTAL FALA SOBRE MANCHA VERDE NA LAGOA JUPARANÃ EM LINHARES, ES

Avalie este item
(0 votos)

 

 

 

 

A lagoa Juparanã, em Linhares, região Norte do Espírito Santo, amanheceu esverdeada. O nível da lagoa também está mais baixo. Segundo especialista, a coloração pode ser resultado de obras realizadas para aumentar a conexão entre a lagoa e o Rio Pequeno. Em dezembro do ano passado o mesmo fenômeno aconteceu na lagoa. Na ocasião, a orientação era evitar contato com a água. Além da mudança na coloração, desta vez o nível da água está cada vez mais baixo. Segundo o engenheiro ambiental Marcos Aurélio de Almeida, uma das causas possíveis para o baixo nível da lagoa e aparecimento das manchas verdes são as obras de abertura do canal que liga a lagoa ao Rio Pequeno.

 

 

As obras ajudam a escoar a água da lagoa e limpar a mancha escura que apareceu no rio na semana passada e prejudicou todo o abastecimento de água da cidade de Linhares. "Em certos locais da lagoa vai virar uma mini lagoa, porque não vai ter pra onde escoar a água. Então aquele acumulo e o sol quente acaba propiciando esse fenômeno, que se chama eutrofização", esclarece o especialista. O engenheiro ambiental também explica porque a água mudou de coloração: "Essa parte verde é derivada de uma toxina que é produzida pelas algas e isso destrói todos os seres vivos que estão no sistema".

 

Entretanto, segundo a Prefeitura de Linhares, a água esverdeada é um processo natural por causa das altas temperaturas da água e falta de chuva, e não tem relação com as obras realizadas na boca do Rio Pequeno. A prefeitura também informou que o município acompanha diariamente o nível da água e que ele não foi influenciado pelos trabalhos, que estão sendo acompanhados por técnicos do Instituto Estadual de Meio Ambiente e da Agência Estadual de Recursos Hídricos. 

 

A seca já prejudica o trabalho de mais de 200 pescadores da região. Com a mudança na coloração da lagoa, eles têm ainda mais dificuldade de tirar seu sustento da lagoa. "Fica difícil para os pescadores sobreviverem dessa maneira. A gente passa três ou quatro dias para pegar dois quilos de peixe", lamenta João Foreste. "Estão matando a lagoa Juparanã para salvar o Rio Pequeno. O pescador já não está mais suportando. Além da falta de peixe, agora tem falta de água também", disse Milton Jorge, presidente da Colônia de Pescadores.

 

Para assistir a entrevista, clique AQUI

 

Fonte: G1

 

 

 

 

Última modificação em Domingo, 24 Janeiro 2016 12:37

Add comment


Security code
Refresh

Associação dos Engenheiros Ambientais

Top Desktop version