ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

12-04-2016

ENGENHEIRO AMBIENTAL FALA SOBRE PROJETO PILOTO DE COLETA SELETIVA EM RONDONÓPOLIS

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Em sua terceira semana de operação, o projeto-piloto de coleta seletiva em Rondonópolis ainda carece de um maior engajamento da comunidade. O coordenador do projeto-piloto, o engenheiro ambiental do Sanear, Hermes Ávila de Castro, estima que o índice de adesão nos setores contemplados está em torno de 50%, precisando evoluir bastante ainda. Ele destaca que a participação da comunidade é essencial para o sucesso da iniciativa.

 

 

No entanto, Hermes cita que vem havendo um aumento gradativo na adesão da comunidade. Na primeira semana, diz que a média de resíduos entregues por setor foi de 1,1 tonelada. Na segunda semana, a média de resíduos entregues aumentou para 1,8 tonelada por setor, chegando até 2 toneladas. A meta é atingir uma quantia superior a 4 toneladas por setor.

 

Até agora, o coordenador percebe que a maior aceitação ao projeto é constatada no setor 1, composto por bairros como Colina Verde, Coophalis, Residencial Mariela, Santa Marina, entre outros. Por outro lado, analisa que o setor 5, composto por bairros como Santa Cruz e Loteamento Cellos, precisa de maior engajamento diante do grande potencial existente.

 

Nesse começo de projeto, Hermes observa que, entre aqueles que colocaram o resíduo à disposição da coleta, vem havendo uma separação dos resíduos em grande parte de forma adequada. Os resíduos mais entregues pela comunidade participante tem sido materiais como papelão, garrafas pet e plástico.

 

Muitas dúvidas ainda são percebidas entre a população quanto ao projeto. Hermes cita que entre as dúvidas estão quais bairros estão sendo atendidos nessa primeira etapa, como se faz a separação dos resíduos e o dia da coleta em cada um dos 6 setores existentes. A população pode fazer os esclarecimentos por meio do telefone 0800-647-2442.

 

Para aumentar a adesão, o Sanear pretende agora atuar com uma equipe da cooperativa de catadores da cidade em um trabalho porta a porta acerca do projeto e sua importância. “Esse é um projeto-piloto podendo sofrer alterações e adaptações. Estamos analisando se a metodologia proposta é a melhor para Rondonópolis”, explicou. “Todo trabalho de educação ambiental é um trabalho contínuo”, acrescentou.

 

Hermes destaca que, apesar dos desafios, o projeto já vem tendo resultados. Nesse sentido, ressalta que a coleta seletiva é essencial tanto para qualidade ambiental quanto para saúde sanitária do município, além do cunho social existente, com a destinação de todo o resíduo para uma cooperativa de catadores.

 

DICAS – A comunidade faz a separação do lixo, como papelão, plástico e vidro, colocando, na sequência, na porta de casa para que o caminhão faça a coleta nos dias agendados para cada setor. Para evitar o mau cheiro e proliferação de vetores, Hermes orienta que os moradores possam passar água nos resíduos, tirando os excessos.

 

Outra orientação é que, na cozinha, além da tradicional lixeira, haja uma segunda lixeira para colocar os resíduos recicláveis, para facilitar o processo. Frequentemente essa lixeira da cozinha pode ser esvaziada, depositando os resíduos em um vasilhame maior na casa, com o material posto para coleta no dia agendado em cada setor.

 

 

É passível de reciclagem o resíduo seco, como papéis, vidros, latas, plástico e alumínio.

 

Fonte: A Tribuna MT

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