ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

01-02-2016

ATUAÇÃO E DESAFIOS DOS ENGENHEIROS AMBIENTAIS - ENG. BERNARD FELIPE BATISTA Destaque

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Dia 31 de janeiro comemora-se no Brasil o dia do Engenheiro Ambiental, e nós da ANEAM conversamos com alguns Engenheiros Ambientais sobre profissão e mercado de trabalho. Como é exercer a profissão? Onde posso atuar? O que precisamos para melhorar? Essas e outras perguntas serão respondidas por diversos profissionais nesta série de matérias que publicaremos nos próximos dias. Dessa vez, quem fala é Eng. Ambiental Bernard Felipe Batista. Não deixe de conferir!

 

Atuação e desafios do Engenheiro Ambiental

Autor: Bernard Felipe Batista

Engenheiro Ambiental - Conselheiro Fiscal da APEA/SP (Associação Paulista de Engenheiros Ambientais)

 

Gosto de afirmar que quando escolhi a Engenharia Ambiental no vestibular em 2006, eu não preenchi a “Segunda opção de curso”, queria apenas essa opção. Afinal, “se o Meio Ambiente se conecta a tudo e a Engenharia é a área do conhecimento capaz de conectar tudo, então as possibilidades de atuação como Engenheiro Ambiental eram enormes.” Esse era meu pensamento.

 

Além de poder atuar em diversos ramos, eu acreditava que ficar sem trabalho em uma área que unia Meio Ambiente e Engenharia, seria muito difícil. Havia então, escolhido a profissão perfeita.

 

Como estudante, não conhecia muito sobre as questões relacionadas a atribuições profissionais, não conhecia sobre Confea e Crea, sobre as restrições do que podemos ou não podemos fazer. Não imaginava que pessoas que não me conheceram, nunca estiveram me avaliando, vendo o que eu estava aprendendo em aula e nos estágios, iriam dizer o que eu podia fazer ou não. E isso foi ruim para mim? Na época não, pelo contrário, só me ajudou.

 

Sem conhecer essas questões eu continuei vislumbrando minha profissão perfeita, sem ninguém restringir o que eu poderia fazer e onde eu poderia atuar. Fiz estágios diversos: Fazenda de gado onde fiz desde palpação e castração no gado, até projeto de recuperação de nascentes; setor de meio ambiente de Prefeitura onde participei de projetos diversos; Embrapa onde aprendi sobre solo e técnicas de plantio com os melhores do país; trainee no Projeto Tamar onde tive o privilégio de acompanhar desovas de tartarugas marinhas e nascimento de filhotes; entre outros estágios. Muitas vezes eu precisava explicar o que seria o Engenheiro Ambiental e como eu poderia ser aproveitado.

 

Hoje, dez anos após o inicio da jornada, tenho conhecimento sobre atribuições e restrições de atuação, sobre os Conselhos e as problemáticas enfrentadas pela categoria. Contudo, ainda me mantenho firme de que fiz a escolha certa.

 

Acredito que falte personalidade e identidade para a Engenharia Ambiental. Somos uma área nova da Engenharia, formados com o intuito de trabalhar com a área mais complexa e gigantesca que existe, o meio ambiente e sua interação com tudo. Como podemos deixar colocarem “cabresto” na nossa atuação, se mal chegamos a “idade adulta” de uma profissão? Problemas ambientais aos montes no país, e muitos Engenheiros Ambientais (e outros profissionais que trabalham com meio ambiente) desempregados. A equação deve estar errada!

 

Diferente de outras Engenharias já estabelecidas há anos, estamos em fase de crescimento, na hora de brigar como adolescentes pelo o que acreditamos. Momento de assumir uma personalidade de ousadia, em não deixar sermos limitados por outras profissões e/ou nichos de mercado.

 

A área ambiental está em constante mudança, e o profissional que trabalha na área precisa estar sempre em evolução, acompanhando as mudanças. E, sendo Engenheiro Ambiental, com todas as dificuldades e obstáculos que existem, além de ser Engenheiro ele precisa ser Diferenciado. 

 

Bernard Felipe Batista é Engenheiro Ambiental pela Universidade Camilo Castelo Branco. Vice Diretor de Comunicação na Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais – ANEAM. Conselheiro Fiscal e Sócio Fundador da Associação Paulista de Engenheiros Ambientais – APEA/SP. Atuou na área de Sistemas Agrossilvipastoris, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA – São Carlos. Pelo Projeto Tamar-ICMBio nas Bases de Sítio do Conde (BA) e Mangue Seco (BA), realizou atividades de conservação e manejo de tartarugas marinhas, e educação ambiental junto a turistas e a comunidade local. Atualmente trabalha como consultor ambiental, principalmente nas Regiões do Vale do Paraíba, Bacia do Rio Mogi Guaçu e região de Ribeirão Preto, com licenciamento ambiental, planejamento e gestão ambiental, recuperação e/ou remediação de áreas degradadas, gestão de resíduos, entre outros.

 

 

COMUNICAÇÃO ANEAM

 

 

Última modificação em Sexta, 05 Fevereiro 2016 00:33

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